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Mostrando postagens de Novembro, 2013

Os gargalos da TV Universitária: Parte 3 - o Canal da Cidadania

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Conquistas no cabo foram desconectadas na TV Digital Há tempos se pensa em como abrir os canais de veiculação audiovisual para outros agentes sociais, que não apenas as empresas comerciais e o estado. É um sonho antigo, mas sempre barrado pelas poucas opções no espectro, quanto às emissoras abertas, e pela má vontade política de confrontar aquelas mesmas empresas. Com novas ofertas de espaços de veiculação, e uma maior participação social na vida política do país, as coisas pareciam que estavam mudando. Era um início de uma trajetória onde se aguardava o desenvolvimento de novas tecnologias. Quando do debate da nova legislação que regularia a TV a Cabo, no início dos anos 1990, Daniel Herz e seus discípulos conseguiram colocar, como obrigatoriedade em todos os pacotes, os canais que vieram ser conhecidos como de "acesso público": estão ali os legislativos, educativos, comunitários e universitários. Eram janelas em que a sociedade poderia veicular seus programas e ab

Revista da ABTU: TV Pública como objeto de estudos

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O número de pesquisas acadêmicas que tem como foco a comunicação pública no país é significativo. Muito mais significativo que o debate propriamente dito sobre a comunicação pública no país, infelizmente. Mas cabe aos interessados tentar fazer alguma coisa. Neste sentido, um sonho antigo da ABTU - Associação Brasileira de Televisão Universitária era dar mais visibilidade a essa produção científica, na esperança de contribuir com mais conteúdo para a temática. Uma revista que pudesse circular, física e digitalmente, com os conteúdos destas pesquisas. Definitivamente, nunca se teve a intenção de uma publicação do tipo house-organ , há outros meios para isso. Mas, fazendo jus à sua origem, ter uma publicação acadêmico/científica onde pudesse dar extensão aos debates que preocupam o segmento. Bem, aí está a Revista ABTU: TV Universitária + TV Pública . Embora o foco esteja, já no subtítulo, para as televisões, a comunicação pública terá também um amplo espaço, já que a temátic

Os gargalos da TV Universitária: Parte 2 - O MEC e a política "tira isso de cima de mim".

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Nova logo da TV Universitária de Recife, a primeira TV educativa do país. Ministro da Educação: "Não! Por favor, tire isso de cima de mim (risos)" . A resposta foi dada ao responder se não achava uma incongruência as TVs educativas não terem qualquer relação com o seu ministério. O ano foi em 1999 e o ministro era o tucano Paulo Renato (1945-2011), para a revista Imprensa . De lá para cá, mesmo assumindo um partido da então oposição, e autodenominado de esquerda, nada melhorou. As TVs educativas continuam sendo um incômodo para o MEC e mantendo longe de si esse cálice... O que confirma a mesma posição dos seus antecessores. Preferem, quando instigados, a dizer o mesmo que qualquer governo: isso é coisa do Ministério das Comunicações! Várias universidades federais têm outorgas, inclusive a primeira TV educativa do país, a TV Universitária de Recife, de 1967. Estão abandonadas, sucateadas e desprezadas. As que tentam abrir novos canais, nenhum apoio têm. Não há u

Os gargalos da TV Universitária: Parte 1 - Ancine e sua miopia

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Durante o XIII Fórum Brasileiro de Televisão Universitária, deu para elencar os gargalos que, neste momento, preocupam e paralisam o progresso das TVs Universitárias. Deixo claro que as TVs universitárias não são um luxo acadêmico. São um segmento do campo público de televisão que cresce com muita rapidez e solidez. Se há dez anos havia pouco mais de três dezenas de instituições de ensino superior (IES) que podiam bater no peito e dizer que tinham uma TV, hoje são mais de 150. E esse é um dado de três anos atrás, representando apenas 6% das IES no Brasil. Portanto, além de crescer rápido, tem muito ainda que crescer. E isso representa mais emprego, conteúdo, mais alternativas de canais e de outras visões audiovisuais que não ligada à geração de lucro, e sim do conhecimento. Pois bem, dá para escrever um post para cada um dos entraves ao seu crescimento, e que foram discutidos lá no Fórum. O primeiro a discorrer é sobre a miopia que a Ancine tem em relação às TVs Universi

Telefônicas estão passando um trote no Marco Regulatório

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O Helton Posseti, no site da Tela Viva , alerta para um golpe que as telefônicas estão conseguindo dar para dar um olé na questão da neutralidade da rede (que é a garantia de que teremos internet plena, independente do plano, e não como na TV paga, pagando por conteúdo ou por conveniência da empresa).   O tempo é curto, pois o marco era para ter sido votado ontem, e está trancando a pauta do Congresso, o que fará com que os parlamentares resolvam rápido (o que é sempre muito temerário).   Reproduzo a nota, pois ela é mais esclarecedora do que eu poderia fazer se a resumisse:   "Teles buscam assegurar franquia de dados como direito dos usuários   A forma como as operadoras de telecomunicações estão se movimentando para conseguirem assegurar, no Marco Civil da Internet, a possibilidade de vender pacotes diferenciados por franquia de dados trafegados e velocidade é engenhosa. Em vez de propor alterações nas regras de neutralidade, o que as operado

Tecnologia do bem: Homenagem a Ayrton Senna

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Eis um excelente exemplo do uso de tecnologia para o bem, em uma emocionante homenagem ao Ayrton Senna.

XIII Fórum Brasileiro de Televisão Universitária

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Debater as TVs Públicas é sempre primordial. Acompanhe! E saiba mais sobre cada temática no site da ABTU