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Mostrando postagens de Abril, 2021

Parei de dizer obrigado e por favor, e falo isso a partir de Marte!

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  Gentileza gera gentileza até em Marte! Imagem: Nasa. Num mundo cada vez mais sem noção, não tive dúvidas em acrescentar um título sem pé nem cabeça. Mas, esclareço: o propósito, em tempos de pandemia e desnorteamento global, é falar como a força dos detalhes cotidianos – e a mudança neles – podem nos dar uma sanidade extra. E, na minha humilde opinião, a busca pelo afeto como solução, pode vir tanto de uma mudança de hábito cultural como da ciência que nos leva a Marte. Humm... acho que não ajudou muito! Bem, para pensarmos mais e matarmos a curiosidade, e também combater outro mal dos tempos – o imediatismo – melhor ler um pouco mais. Será que conseguirei defender um ponto de vista misturando peculiaridades linguísticas com um pioneirismo extraplanetário? Tenha paciência, habitante de um país onde cultura e ciência têm sido negadas como um iogurte com prazo vencido. Os dois fatos distantes com que quero fazer um mexido são o uso do ‘obrigado’ e ‘por favor’ e a experiência do Ingen

Como os comunicadores não enlouqueceram na pandemia?

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Os professores de comunicação foram os mais atingidos. Imagem de Gerd Altmann por Pixabay  Na realidade, o nome real da pesquisa é Como trabalham os comunicadores em tempos de pandemia da Covid-19 , realizada pelo Centro de Pesquisa Comunicação & Trabalho da ECA/USP. Mas, dando uma olhada nos resultados, para mim o maior mistério está na pergunta do título deste post. Ou talvez estejamos todos já malucos, mas a insanidade não nos permite o reconhecimento. Porque foi uma loucura o que se transformou a vida dos profissionais de comunicação que, lembro, não estão naquele popular rol de profissões legitimamente consideradas heroicas durante a pandemia (profissionais da saúde, neoeducadores virtuais, bombeiros, garis), e muitas vezes muito antes pelo contrário! É impressionante como é uma profissão ao mesmo tempo invisível, ao mesmo tempo sustentada pela visibilidade, alvo de desconfiança e confiança em proporções semelhantes. Isso porque, se sabemos algo crível sobre a Covid-