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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

15 anos de Wikipédia: a vitória da ciência colaborativa

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Crédito: en.wikipedia.org O mais importante a se comemorar nos 15 anos do Wikipédia é a consolidação da colaboração anônima como fonte da ciência. E a maior enciclopédia humana ainda aprendeu e amadureceu, tendo bilhões de consultas. A imagem mental que me ocorre são milhões de pessoas folheando a Barsa, algo totalmente impossível no mundo físico, tanto para aqueles que precisam do conhecimento, como para aqueles que o produz. O Wikipédia é mais um produto desta internet, essa mesma fruto da cultura wiki onde milhares de colaboradores voluntários, desconhecidos e que tem como motivação a participação no crescimento de uma ideia libertadora - e não a recompensa financeira, desbancando uma visão puramente capitalista do ser humano. Embora poucos ganhem muito, mas muito dinheiro com a internet, milhares ainda continuam acreditando que sua colaboração anônima e voluntária, que seja no Wikipédia, no Linux, no Firefox, é motivo para se levantar da cama e abrir seu computador, passando

Medicina e Tecnologia: do Fantástico ao WhatsApp

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Aplicativos para detectar câncer de pele. Crédito: Skinvison.com O terror dos médicos já foi o Fantástico. Eram felizes e não sabiam. Hoje os pacientes chegam pós-graduados em biomedicina. E novos aplicativos e medidores portáteis já fazem o diagnóstico! Mas os médicos serão mais felizes se aproveitarem a onda. Então, até pouco tempo atrás bastava uma reportagem no domingo à noite, sobre um fantástico novo tratamento, para que os consultórios se enchessem de pacientes cobrando a nova solução que, na maioria das vezes, era só uma manchete descontextualizada de uma pesquisa que ainda iria levar anos para chegar ao paciente comum. Esse tempo já foi. Agora minha esposa vai ao médico com páginas de anotações, resultante de sua pesquisa na internet, e com uma lista bastante coesa de perguntas coerentes. Particularmente, fiquei aliviado quando vi no computador do médico três abas abertas de publicações internacionais. Ufa! Ele também está aproveitando as benesses da rede mundial de

Será a tecnologia o Santo Graal?

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Minissérie em duas partes volta ao tema da imortalidade. Crédito: divulgação Assisti a minissérie Labyrint, produção independente e europeia dos irmãos Ridley Scott ( Blade Runner, Alien, Perdido em Marte) e Tony Scott ( Top Gun, Fome de Viver ). No cerne do enredo, está o Santo Graal. Entre várias lendas que cercam esse nome, a mais popular é a de ser o cálice onde Jesus Cristo tomou o vinho na última ceia. Esse cálice seria mágico e daria vida eterna a quem bebesse nele. Não coincidentemente, acabo de ler que o homem pode estar caminhando para ser amortal, que se diferencia do imortal por conta de uma bala. Ou seja, o amortal é aquele que estaria livre de morrer de causas naturais, mas um tiro no coração acabaria com a brincadeira. Então, leio que alguns cientistas especulam que até 2050 já haverá seres humanos amortais, resultados de uma mistura de prevenção, ao mapear e estabelecer cuidados para todas as anomalias do DNA do sujeito, de tecnologias de manipulação do mesmo