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A crise da EBC: colhendo o que não plantou

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Manifesto da ABTU em favor da EBC: a entidade sempre apoiou, mas o inverso nem sempre aconteceu. Crédito: ABTU Era uma vez uma criatura, criada por criadores que a desejavam como um ente ainda mais forte que todos eles juntos e que garantiria a continuidade e proteção de seus valores e suas melhores intenções. Como de costume, a criatura alçou voos próprios e renegou seus criadores, acreditando que, agora, eles é que lhe deviam servir. Agora os aldeões (do mal) vem furiosamente incendiar a criatura e, sem quem lhe socorra, está bem próxima de virar churrasquinho. A metáfora perrengue é a EBC – Empresa Brasileira de Comunicação, o sonho da TV pública brasileira, que caminha velozmente para sua extinção. Resultado de dois principais conjuntos de fatores: o governo federal nunca quis efetivamente ter uma TV pública, e a própria EBC do alto de sua arrogância e presunção. Partindo do princípio: é inegável a necessidade de uma TV pública no Brasil. Tão inegável que faz parte d...

Luz, câmara, reação: jovens, identidades e a produção associativa em audiovisual

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Que tal juntar os jovens da escola para que eles possam produzir videos sobre as questões sociais que lhes interessam? Nossa, isso é um problema: tratar com uma juventude hiperativa e inquieta não é fácil. Soma-se a incapacidade natural do educador de mexer com câmeras, ilhas de edição, roteiros... Pois os seus problemas acabaram! O Chico Daher acabou de defender sua dissertação Audiovisual e Pertencimento: a participação como meio de compreensão e apropriação de espaços públicos no programa de pós-graduação em Gestão Social, Educação e Desenvolvimento Local do Centro Universitário UNA e que teve como produto técnico um motion graphics ensinando como fazer com que os jovens produzam videos na escola. O roteiro, além de lúdico e didático, ensinando passo a passo, é muito honesto quando aponta todas as dificuldades que um educador pode passar ao tentar mediar essa relação dos jovens com a produção audiovisual, incluindo os atritos com e dos estudantes. O roteiro do motion é result...

Manual do Escoteiro Mirim: quando ciência era divertida

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Publicação ensinou gerações que a ciência é divertida e útil. Crédito: Editora Abril O Manual do Escoteiro Mirim foi o Google impresso para toda uma geração. E o mais importante: sem dispersão anárquica e focado na ciência da melhor forma possível, sua utilidade divertida. Para os saudosistas, a Editora Abril anuncia que vai relança-lo, quase cinquenta anos depois de seu estrondoso sucesso. Para quê falar sobre isso? Tal notícia só me lembra que a divulgação científica deveria ter nas crianças um foco primordial, mas hoje se restringe a coletar pontos na Capes, numa espécie de Dotz acadêmico. Para quem não conhece, o Manual do Escoteiro Mirim era, na fantasia, o livro de consulta dos três sobrinhos do Pato Donald, Huguinho, Zezinho e Luizinho, escoteiros de carteirinha (de verdade, literalmente), que tinha as soluções dos complexos problemas em que as crianças se viam envolvidos. No mundo real, era um almanaque com as mais diversas - e coloca diversas e divertidas aí - orientaç...

Os sinos da agonia da TV Digital já dobram em Rio Verde

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Rio Verde/GO: primeira com TV Digital e sem interatividade local. Crédito: Prefeitura Municipal Quando da implantação da TV Digital na Espanha, fizeram uma pesquisa em uma pequena cidade do interior. Perguntaram o que gostariam de ter com a nova tecnologia. Os pesquisadores pensavam que as respostas girariam em torno de uma melhor imagem e som, catálogo variável de programação, acesso aos serviços públicos. Qual foi a surpresa que a primeira opção foi... acessar os obituários da cidade! Em segundo lugar, gostariam de ter acesso às informações locais e, em terceiro, saber da disponibilidade de quadras esportivas! Sim, as pessoas queriam saber quem tinha morrido, informações sobre onde seria o velório, a biografia do defunto. Quem conhece um pouco da história do interior do país não estranha a opção, retratada em Sinos da Agonia , do escritor Autran Dourado, onde as igrejas soavam tal notícia. Ou seja, o que as pessoas esperam de uma nova tecnologia é sua inserção local, já que ...

Internet será limitada sim! A discussão é que tá vazando água...

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Presidente da Anatel, João Resende: ele não estava errado quando disse que a internet ilimitada acabou. Errado está é o debate. Crédito: Anatel Podemos espernear a vontade. Mas, de fato, a era de internet ilimitada está chegando ao fim. O problema é que essa discussão me parece servir a outros propósitos, mais escusos. Portanto, ao invés de brigar com o inevitável, temos é que lutar pelo evitável.  Não adianta chorar. Internet é como abastecimento sanitário. Ao invés de levar água e captar esgoto, transporta-se, em mão dupla, dados. Quanto mais água, maior a tubulação e a capilarização e, assim, mais custos de instalação, manutenção e ampliação. No tráfego da internet, é a mesma coisa. Achar que podemos receber quanta água quisermos e dividir a conta com todo mundo não está sendo aceito nem mais nos condomínios onde a prática era usual. Os novos edifícios já colocam um registro para cada residência. Veja bem, não sou contra wifi fixo ilimitado, claro que adoro ele aqui em...