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Requiem da TV Cultura! Chorem as crianças...

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Cocoricó: sem continuidade em 2014. Parece praga! Comentei na segunda passada a desistência das emissoras abertas pelo público infantil, consolidando mais um fosso social via programação de TV. Crianças abastadas têm uma rica e diversificada programação infantil. Às pobres resta o mundo cão adulto e seus reflexos retorcidos e distorcidos de realidade nos demais programas das TVs comerciais. Nada teria contra isso se a programação de TV das emissoras comerciais, então, não fosse a única opção para uma criança empurrada para dentro de casa pela violência urbana, pela falta de opções culturais, de entretenimento e de espaços sociais de convívio infantil. Pois bem, ficou ainda pior. A tão ciosa emissora " pública ", a TV Cultura de São Paulo, acaba de extinguir sua gerência infantil. Isso mesmo, a criadora e produtora das principais referências de programação infantil no país - de todos os tempos -, finalmente se despe de seus últimos despojos sociais e volta-se ...

"O que que o menino vai fazer com o encontro consonantal?"

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Depois de ver esse video do mestre Rubem Alves, fico com a sensação que nada mais tenho a dizer sobre o que deve ser o professor nestes novos tempos. Rubem Alves é meu mestre desde os primórdios de minha vida acadêmica como pesquisador. Se sou o que sou, devo grande parte à sua obra. Mesmo que parte significativa dos educadores acadêmicos lhe torçam o nariz. Para mim, podem torcer até deslocar para atrás das orelhas. Talvez assim eles coloquem a audição à frente do olfato perdigueiro e obcecado à procura de um mundo ideal existente apenas nos livros teóricos-utópicos de pedagogia.  O depoimento do mestre é repleto de pérolas (como é toda a sua obra), mas o destaque vai para sua proposta de um novo professor: "um professor que não ensina nada. Um professor de espantos." O outro delicioso depoimento é quando narra a carta de um seu jovem leitor que diz ter gostado de um dos seus livros por ter dado uma visão de liberdade. E que a professora solicitou, então, que ele a...

Crianças ricas X Crianças pobres: programação infantil nas TVs ampliam o fosso.

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Mais um canal infantil brasileiro entra na grade da TV Paga. Agora é o ZooMoo, distribuída na Sky. Junta-se ao Gloob, das organizações Globo, e TV Ra-Tim-Bum, da Fundação Padre Anchieta. Dos de fora, vários muito bons (no sentido de boa programação voltada para o entretenimento E educação) como Discovery Kids e Disney Júnior. Outros apenas bons canais de entretenimento como Cartoon e Nick. E outros que, por favor, que deviam repensar sua grade, como Disney XD, tamanha a distribuição de violência e frivolidade gratuita na maioria dos seus programas. Mas, vá lá, é melhor ter mais canais infantis do que canais de venda ou de luta. Comemoração deve ser feita com a entrada do ZooMoo. Afinal, temos mais uma janela para a produção tupiniquim - que tem crescido e é de excelente qualidade como provam os Peixonauta e Amigãozão espalhados pelas grades nacionais e internacionais. Por se dirigir a um público ainda pré-escolar, melhor ainda pois essa função acaba ficando apenas para...

Elementos para reflexões sobre educação, comunicação e tecnologia: nada é tão novo sobre redes, linguagem e aprendizagem

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Esse é o título de um artigo , em parceria com o mestre Daniel Mill, publicado na conceituada Revista ETD - Educação Temática Digital . Conforme nosso próprio resumo "esse texto busca apresentar a relação comunicação-educação, observando as suas implicações mais evidentes no desenvolvimento e na crítica das TIC e vice-versa. O objetivo é demonstrar que uma visão deturpada, preconceituosa e factual da comunicação e da sua mediação tecnológica pode prejudicar posturas mais construtivas e maduras dos educadores que desejam explorar a relação comunicação-tecnologia-educação em benefício do ensino-aprendizagem mais efetivo. O caminho para isso é demonstrar que as ideias de redes sociais já são pensados há certo tempo, evidenciando certos preconceitos ideológicos aí residentes. Quando, efetivamente, a comunicação e a educação se tornam campos de estudo mais delineados e, aparentemente, se afastam, os seus caminhos são distintos somente numa perspectiva artificial ...

Garfando o espaço público da comunicação

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País que se preze tem uma comunicação pública que se preze. Todos os países desenvolvidos têm uma comunicação pública que dê alternativas e que possa concorrer às TVs comerciais e que possa concorrer, em maior ou menor medida. É uma política de Estado e, portanto, bancada financeira e/ou politicamente. Até nos EUA, de onde espelhamos o modelo comercial com uma rede pública marginal, a rede PBS é vista e respeitada pela população e governos. Aqui, supostamente em uma década de governo supostamente progressista, a esperança de modificar esse cenário tem vida efêmera. Animados pelo decreto 5.280, de 2006, previa-se o uso das novas possibilidades da TV Digital - em especial, com novos canais disponíveis no sinal aberto - para ampliar a oferta de emissoras com preocupações sociais, e não apenas em busca do lucro com uma concessão pública. Nada contra esse modelo de negócio, diga-se de passagem. Nossa televisão comercial é eficiente e a população gosta, ponto final. Mas a experiê...

Além do Lixo

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Estou cada vez mais preocupado com o lixo eletrônico, uma parte de uma cultura de lixo ainda maior, ligada ao consumismo e a obsolescência programada, a redução deliberada da vida útil de produtos, a fim de garantir recompras frequentes e consumo, algo que já tratei aqui . Mas a questão não é apenas ambiental. Um lindo e desconhecido documentário mostra a face humana. De autoria de Bárbara Jordane, Janaína Lacorte e Sekão Silva, o video mostra o lixo do ponto de vista daqueles que vivem - inadequadamente - dos despojos. Os depoimentos são contundentes, com frases afiadas e é primorosa a parte sobre o design das embalagens... Um documentário para seu próprio conhecimento, para levar às salas de aula e para se pensar toda a questão ambiental.

Sou um doador de medula óssea.

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  Sou um doador de medula óssea. Ok, não sou nenhuma celebridade e nem acho que irei causar uma mudança comportamental nas poucas testemunhas que me leem. Mas se alguém prestar atenção ou pensar sobre o assunto, este post se justifica. Hoje, cerca de 2.500 pessoas precisam de uma doação no Brasil. Sabe qual a chance uma delas encontrar um doador compatível? Uma em cem mil, caso não haja irmãos compatíveis e, mesmo nesse caso, somente um em quatro consegue. Fica aí um monte de gente com medo de agulha. No imaginário, quase que vislumbram um alienígena vampiresco que, com uma agulha enorme, vai sugar a sua medula vertical e causar uma dor danada. Bobagem! Primeiro que, para se cadastrar no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), basta uma ampola de sangue, tipo dessas para exame de sangue comum. Caso seja compatível com algum necessitado – o que pode ou não acontecer – te ligam para saber se ainda está disposto. Daí, mais exames de sangue e ...