60 anos de Jornada nas Estrelas/Star Trek: o luto tratado com humanidade

Na semana em que se comemora os 60 anos de Jornada nas Estrelas (sim, sou deste tempo que se chamava assim Star Trek, a mais cultuada se série de sci-fi), lembro que essa produção já estava me ensinando sobre luto desde os anos 1970, ainda garoto deslumbrado com a utopia criada por Gene Roddenberry. Como os outros temas espinhosos pra época (e ainda hoje), o luto era tratado como uma expressão humanista complexa.
Lembrei dela e coloquei uma expressão que me pareceu bem apropriada para a epígrafe do capítulo do meu livro, dita pelo Capt. Kirk (que sofria por cada tripulante perdido e pelas ausências e perdas que lhe eram impostas, muito diferente dos até então durões heróis que acreditam que o distanciamento dos sentimentos os tornavam mais viris). Capt. Kirk, veja só, veio me ajudar justamente em um capítulo que tem como título 'Sobre os piores dias'.
O livro de que falo é "Quando os homens não abandonam na doença: o que aprendi sobre amor, câncer, sexismo e solidão", da Vestígio.

Uma mulher tem seis vezes mais chance de ser abandonada pelo companheiro ao ser diagnosticada com câncer do que um homem na mesma situação. Essa foi a dura realidade com que nós nos deparamos ao longo de quase vinte anos acompanhando o tratamento da minha esposa Dânia de Paula contra o câncer de mama, do diagnóstico ao falecimento dela.

Mas, afinal, por que tantos homens desistem de suas companheiras na doença? O que faz com que muitos partam justamente quando a vida exige mais presença? E o que diferencia aqueles que decidem permanecer?
Este livro nasce da experiência de quem escolheu ficar. Com coragem para romper o silêncio masculino e encarar os tabus que cercam o adoecimento, o cuidado e a morte, partindo da própria história para refletir sobre um comportamento ainda pouco debatido. Ao mesmo tempo, mostra que é possível 
construir outra resposta: a do amor que resiste, do cuidado compartilhado e da presença até o fim.

#startrek💫 #startrek60 #luto

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