História e ilusionismo não combinam.

A História tem nada a ver com saudosismo. Fatos têm pouco a ver com desejo. Quem viveu ou estudou com honestidade àqueles tempos são diferentes daqueles que idealizam um tempo não vivido, ou escamoteado, e propagandeado sem referências críveis. O Governo Militar - e o Brasil daquela época - era em um país série D no planeta, conhecido apenas pelo seu ciclo de contribuições supérfluas e desnecessárias a existência fundamental da Humanidade em 500 anos: tinta de decoração do pau-brasil, açúcar, ouro, café, carnaval  e futebol. Não é coincidência nenhum Nobel! Hoje estamos longe ainda da série A, mas também não estávamos mais na rabeira. Mas o esforço para cairmos tem sido louvável: voltarmos a ter que usar fogão a lenha, a ter que economizar energia e água para não ter desabastecimento, voto impresso, gasolina cara, preocupar com inflação galopante, desemprego recordo, custo de vida nas alturas, ser perseguido por opiniões, ter arma em casa, discriminar gays, negros e mulheres, ter um modelo só de familia... santo Deus, me remete à minha juventude quando tudo isso era a realidade e, não, não era bom só porque eu era jovem. Era péssimo para a enorme maioria da população! Lembremos neste dia: saudosismo histórico só é salutar para o consumo vintage! O resto é ilusão!

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