México restringe exclusividade de conteúdos esportivos

Na reportagem da Tela Viva News, de Samuel Possebon, , e que empresta o título da postagem, mostra o que é mesmo uma política de coragem para a democratização da comunicação.

A história é simples: as empresas grandes compram os direitos dos eventos esportivos para não exibir e, assim, não correr o risco de perder audiência de sua programação regular. Com isso, ninguém pode assistir um evento esportivo porque alguém está com medinho...

Lembro, e repito sempre, a história da TV Universitária de Recife que exibiu um jogo do Santa Cruz (clube com uma enorme e apaixonada torcida, mas que estava na 4a. divisão e, portanto, emissora alguma dava bola), teve uma enorme audiência e, no jogo seguinte, a Globo comprou os direitos por R$ 50 mil e, claro, não exibiu, sequestrando a oportunidade e o direito da população de assistir um evento local de interesse de uma parcela significativa da população. Se quiserem, assistam o desenrolar das vidas dos personagens do Leblon ou Jardins...

Toda vez que conto essa história, escuto mais casos semelhantes pelo país. Mas uma parte da burrada também debito aos clubes, com visão estreita e momentânea. Mesmo que não recebam nada das pequenas emissoras para a transmissão de seus jogos, poderiam ganhar com venda no patrocínio das camisas, nas placas do estádio ou mesmo dividindo as receitas dos intervalos.

No entanto, tal limitação dos cartolas não redime o fato de não termos uma regulação corajosa que disponibilize os eventos para as demais emissoras que estejam dispostas a veiculá-los. E estou falando também do basquete, vôlei e demais esportes, na maioria das vezes também comprados em pacote pelas grandes emissoras para veiculação de 30 segundos nos programas esportivos de domingo...

Como lembrando por Samuel, bem que se tenta mudar isso, embora com pouquíssimas esperanças, dado o terror que os políticos tem de desagradar as grandes emissoras.

Mas o México (e a Argentina), já mostraram que a coragem ainda pode fazer a diferença na democratização da comunicação. A não disponibilização destes eventos de interesse público é que é a verdadeira censura que tanto se utiliza de desculpa para não avançar no tema.

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