Porque os médicos não escutam as mulheres
Em estudo realizado pela Associação Americana de Doenças Autoimunes (AARDA), a principal queixa entre mulheres é que os médicos não as ouvem: cerca de 40% das mulheres posteriormente diagnosticadas com uma doença autoimune grave já foram repreendidas por médicos por serem “reclamonas” ou simplesmente preocupadas demais com a saúde.
"Então, se você vê quatro ou cinco médicos – e essa é a média; alguns viram muitos mais – e você não tem um diagnóstico, e você tem isso implícito para você, você começa a se perguntar sobre sua própria sanidade. E sua família também faz porque, afinal, você já viu todos esses médicos, e ninguém pode descobrir qual é o problema. Mas você sabe que há algo errado.” Virginia Ladd, presidente e diretora executiva da AARDA.
A coisa é tão grave e gritante que já tem até nome: gaslighting médico, que associa negligência clínica, comportamentos inadequados em consultório e procedimentos enviesados e preconceituosos ao termo estrangeiro, diretamente relacionado à violência de gênero, que se popularizou na internet para falar de um tipo de manipulação psicológica que faz a vítima desacreditar de si mesma.
"Quando os homens não abandonam na doença: o que aprendi sobre amor, câncer, sexismo e solidão", do jornalista e historiador Cláudio Magalhães, nasce da experiência de quem escolheu ajudar a escutar. Como coragem para romper o silêncio masculino e encarar os tabus que cercam a doença, o cuidado e a morte.
Pela Editora Vestígio, às vendas em todas as livrarias, on e off-line.
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